O Ministro da
Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, deve inaugurar no
dia 20 de julho o Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva
(CNRTA), alocado no Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), em
Campinas (SP). O centro será o principal articulador de uma rede nacional de 25
núcleos de tecnologia assistiva (laboratórios e unidades de pesquisa) que
deverão conceber tecnologias para aumentar a acessibilidade de pessoas com
deficiência.
A criação do
centro faz parte do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência –
Viver sem Limite, lançado em fevereiro deste ano pela presidenta Dilma
Rousseff. Os núcleos, em 18 estados e no Distrito Federal, estarão vinculados
às universidades federais e às unidades de pesquisa do ministério. O nome das
instituições escolhidas foi publicado nesta terça (3) em portaria assinada pelo
secretário de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social do MCTI, Eliezer
Moreira Pacheco.
No total, R$ 3
milhões do Orçamento da União 2012 já foram destinados ao centro e aos núcleos.
Cada projeto poderá receber entre R$ 100 mil e R$ 500 mil. Os recursos serão transferidos
para as unidades de pesquisa e universidades. Com o dinheiro, será possível
comprar equipamentos e materiais necessários para a instalação dos núcleos. O
pessoal que desenvolverá os projetos já é do quadro das unidades ou recebem
bolsas de pesquisa do Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento
Tecnológico (CNPq) ou da Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (Capes).
Eliezer
Pacheco salienta que o desenvolvimento das tecnologias é estratégico para o
país que ainda depende da importação de alguns materiais, como próteses.
Segundo ele, “mais de 50% dos produtos disponíveis no Catálogo Nacional de
Produtos de Tecnologia Assistiva são importados”.
Além da
produção limitada, há poucos fornecedores no país, que estão concentrados no
Sul e Sudeste. “Há um número limitado de empresas, uma ou duas, no máximo, por
estado nas regiões Sul e Sudeste, principalmente fabricantes de cadeiras de
roda e de próteses com produção industrial ainda restrita”.
O secretário
explica que há uma grande diversidade de tipos de deficiência e muitos modelos
de prótese, por exemplo, são fabricados ainda de forma artesanal ou sob medida.
Eliezer Pacheco espera que os núcleos se articulem e se especializem para
ajudar as pessoas com diferentes deficiências. “Quando falamos de todos os
tipos de deficiência, falamos de locomoção, auditiva, visual, tudo aquilo que
em última análise cria limitações ao exercício da cidadania”.
Dados
divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a
partir do Censo Populacional 2010, indicam que há 24 milhões de brasileiros com
algum tipo de deficiência. Em outro levantamento, a Pesquisa de Informações
Básicas Municipais (Munic 2009), o IBGE verificou que 53,1% das sedes das
prefeituras não têm nenhum dos 16 itens de acessibilidade investigados, como,
por exemplo, a rampa para cadeirantes ou aparelhos de telefone para surdos e
mudos.
Fonte: Agência
Brasil
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